Confirma-se que há coisas em que nós, portugueses, como povo, somos um exemplo a seguir.
Não há crise ou desespero que nos faça falhar a solidariedade, abrimos as mãos ao nosso vizinho e fazêmo-lo de coração inteiro.
Este ano, contra todas as previsões e apesar dos enormes apertos de um Natal que se adivinha mais magro, o Banco Alimentar contra a fome conseguir recolher quase três mil toneladas de alimentos em apenas dois dias.
É admirável!
De Paulo Martinho a 29 de Novembro de 2011 às 08:04
Há umas semanas atrás vi na TV Isabel Jonet aplaudir os cortes de subsídios de férias e o 13º. Dizia a mui queque senhora que deste modo as pessoas seriam mais responsáveis a gerir orçamentos MENSAIS. Cá para mim isto é insinuar que são pobres porque são irresponsáveis a gerir os (principescos) ordenados. Desbundam o dinheiro do mês porque como recebem os ditos subsídios óspois safam-se no fim. Não tenho nada contra quem fala daquele jeito e usa colares de pérolas mas a gentinha de origem aristocrática que sempre viveu de rendimentos devia ter tento na língua antes de julgar quem só conhece o fio da navalha.
De Paulo Martinho a 29 de Novembro de 2011 às 08:08
Solidariedade ou lavagem de consciência? Solidariedade é lutar pela justiça económica. As "tias" desocupadas que sãp católicas por amor ao que é tradicional, porque é "bem" e porque faz parte do que é ser "tia", praticam a caridadezinha não a solidariedade. Bastilha com elas!
De
Leonor a 29 de Novembro de 2011 às 13:50
Caro Paulo Martinho,
Vou passar ao lado do tom jocoso dos dois comentários mas não posso, de modo algum, passar ao lado da leitura pequenina que é feita de um projecto tão imenso e com uma ajuda concreta e real tão comprovada como é o caso do Banco Alimentar.
Concorde-se ou não com a observação que faz aos comentários da Dra. Isabel Jonet , não posso deixar de constatar que reduzir tão-somente a isso a ajuda real, efectiva, concreta que é anualmente dada pelo Banco alimentar contra a fome a um número crescente de famílias e instituições é, no mínimo e sendo benevolente, não querer ver o óbvio, fechar os olhos à evidencia em prol de um qualquer ideal que, no seu entender, é superior.
Pergunta-me se o BA é solidariedade ou lavagem de consciência e eu respondo, sem qualquer fagulha de hesitação que é solidariedade, aquele tipo de solidariedade que é capaz de mover um país inteiro em prol de um projecto com ajuda demonstrada.
Não vi a entrevista que refere mas estou certa de que, para lá de declarações que desconheço, o papel da Dra. Isabel Jonet - a Tia de colar de pérolas que refere - já meteu muita comidinha na mesa de quem não a tinha e isso, não é, nunca foi, jamais será motivo de encarceramento em qualquer bastilha.
Do mesmo modo que deverá haver limites para as declarações que são proferidas num telejornal por alguém que dá a cara por um projecto desta magnitude, também haverá limites para o grito de indignação ou revolução ou o que quer que seja, um limite pelo menos, o do elementar bom senso e o da capacidade de não tomar o particular pelo todo. Há muito mais em jogo no projecto do BA , do que meia dúzia de palavras ditas num telejornal e que podem ter sido bem ou mal escolhidas, bem ou mal interpretadas, não as ouvi, não me posso pronunciar mas reduzir a isso o Banco alimentar contra a fome é pura cegueira.
Bem haja.
De Paulo Martinho a 30 de Novembro de 2011 às 09:37
Viva o Banco Alimentar, e até as "tias" que, seja porque motivo for, o tornam possível mas, no país mais desigual da UE, a seguir à Letónia, e em lugar cimeiro no top ten do nível de desigualdade de países da OCDE irrita ouvir quem do alto das suas vantagens ACUSA os portugueses de pouca responsabilidade na gestão de orçamentos mensais. Aliás, suspeito que essa gestão deve ser uma das áreas em que uma imensa maioria dos portugueses é perito. Foi só isto. Esperando que Isabel Jonet tenha o mais brevemente possível que arranjar outra ocupação. Não porque seja incompetente mas porque não necessária a existência daquele Banco. Ou seja esperando que, as elites alapadas no Orçamento de Estado , moderem o seu apetite por bens de luxo e estilos de vida de nível norte europeu enquanto a generalidade da população portuguesa vive estilos de vida mais próximos dos norte africanos que dos europeus. Rendimento médio anual dos gestores de topo em Portugal (2009) - 270 mil - Espanha 250 mil - Alemanha 180 mil (CENTO e 80 mil).
De Paulo Martinho a 30 de Novembro de 2011 às 09:43
A referência à Bastilha foi exagerada. Era mais para ilustrar alguma compreensão pelos excessos dos descamisados.
De Baleia a 29 de Novembro de 2011 às 11:36
Estou contigo, Leonor!
sejam, ou não, as "tias benzocas" as "cabecilhas" destas ondas solidárias, a verdade é que o povo Português tem bom coração e, mesmo na penúria, dá o q tem com um sorriso da cara! Dá alimentos para o banco alimentar, dá agasalhos para os sem-abrigo e até dá sangue e medula óssea! É, realmente, fantástico! É louvável e, sem dúvida, um exemplo a seguir.
(o "estranho" é que, os que mais têm nem sempre são os que mais dão...)
bjnhs!
De
Leonor a 29 de Novembro de 2011 às 13:53
Baleia,
É realmente assim. Creio que Portugal enquanto comunidade tem esse poder imenso de não virar a cara, de aderir, de dar o pouco que tem a quem tem menos ainda. Nisso, creio que somos imbatíveis.
Beijocas
Ora diga lá