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Outro Sentido

Outro Sentido

Déjà Lu - Livraria solidária

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Em fase de preparativos finalíssimos na livraria Déjà Lu que está linda e acolhedora e recheada de livros à vossa espera. Inaugura a 28 de Fevereiro, a partir das 18h, na Pousada de Cascais – Cidadela Historic Hotel & Art District, mesmo por cima do restaurante Taberna da Praça - Cidadela Cascais. Está agendado, certo?

 

(trabalho gráfico executado por Halfstudio Signs)

No escurinho do cinema

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Está a estrear filme novo, com o nome sugestivo de Vício Intrínseco e dois homens de talento que caem tão bem naquela categoria inexplicável dos feios fantásticos: Joaquin Phoenix e Benicio del Toro; que parelha! E assim de repente, já é noite de Óscares e, uma vez mais, ainda não vi quase nenhum dos filmes em competição mas, mesmo assim, torço pela Julianne Moore (em O meu nome é Alice) porque gosto dela, da pinta dela, da classe dela, da cabeleira ruiva dela, da presença dela e daquele je ne sais quoi que a aproxima de outras grandes Senhoras como Meryl Streep ou Cate Blachett.

Cenas da vida (de) doméstica

Hoje fui fazer as compras da semana e pediram-me dez cêntimos pelos sacos de plástico. Tentei controlar a irritação emocional com o sentido ecológico que em mim habita e enfiei um robalo, uma dourada e um linguado, cada um deles, num saco de plástico da secção das frutas e legumes porque estes são legais e à borla. Depois, gastei cinquenta cêntimos num saco grande e resistente do qual me irei esquecer de cada vez que voltar às compras.

 

"Um percurso de formação do coração"

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Leio a página de Tolentino Mendonça na Revista E e surpreendo-me sempre com este dom de uma voz capaz de chegar a todos - crentes e não crentes - falando de temas que são de religião, de humanidade, de arte, de vida. É tempo de Quaresma e Tolentino lembra-o, apontando três gestos importantes que explica e desmistifica: oração, jejum e esmola. Depois, remete para as palavras certeiras do Papa Francisco, que nos faz um pedido tão essencial e estruturante, quanto esquecido, para a sociedade de hoje e para a nossa construção pessoal: "Gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração"  e "a Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal - mesmo pequeno, mas concreto - da nossa participação na humanidade que temos em comum".

Na passada sexta feira, um grupo de amigas reuniu-se à volta de uma taça de amendoins torrados - coisinha viciante -, chá e biscoitos, para discutir, entre outros, o mandamento antigo que diz não roubarás. Apercebemo-nos da sua amplitude, do comando negativo expresso pelo não, mas também do seu reverso positivo - o da exigência de uma justiça distributiva dos bens da terra, dos rendimentos, das riquezas ou até do tempo que dispomos e que podemos dar a outros. A importância actual de mandamentos escritos em pedra, num tempo AC, baralha-nos, surpreende-nos, reverte-nos para vivências de voluntariado que, é sabido, assumiram, nos últimos anos, uma dimensão social importante, num povo que já, de si, é generoso de alma e coração. A Quaresma e o verbo dar andam de mãos dadas, e formas de dar há muitas.

Era uma vez ...

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Era uma vez uma história tão impressionante que quando alguém a lia o livro começava a transpirar pelas folhas. Se o leitor fosse muito bom o livro soltava mesmo algumas pequeninas gotas redondas de sangue.

Ana Hatherly, 463 Tisanas.

 

Falar de um filme para falar da vida

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 Na vida tapamos, escondemos os nossos tiros.

Beatriz Batarda

Tão boa esta entrevista de Anabela Mota Ribeiro a Beatriz Batarda e Margarida Cardoso a respeito do novo filme Yvone Kane.

Realmente, à volta de um filme, pode-se falar de muitas coisas e de muitas vidas, basta, para tal, reunir mulheres interessantes, também elas cheias de vidas. Aqui fala-se de tudo, porque o filme a estrear fala de muito, mas também porque os olhos sabem descobrir e interpretar muito mais e a questão da identidade dá pano para mangas.

Num pequeno passo desta conversa, achei muito curioso este detalhe sobre a escolha de tons e guarda roupa das personagens do filme:

Beatriz — Há uma evolução na cor. A Rita vai ficando cada vez mais clara. Começa por ser cinzenta e acaba de branco.

Margarida — Foi uma coisa deliberada, claro. São sempre tons pastel. O não ter padrões. E roupa em várias camadas.

Beatriz — Camadas a esconder o corpo e a proteger. Só há um momento em que as cores de mãe e filha se aproximam: é quando a Rita se apercebe de que a mãe está doente. Ficam as duas com tons terra.

Até que ponto esta intenção cinematográfica é real? Não serão, de facto, as nossas roupas - as nossas camadas -, o reflexo do que somos ou vamos sendo ou a máscara do que queremos esconder debaixo delas?

Olhem para o que eu visto e vejam o que eu sou, ou olhem para o que eu visto para não verem o que eu sou?

Déjà Lu, Livraria solidária

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Chama-se Déjà Lu, Livraria Solidária, inaugura a 28 de Fevereiro e estará a bombar a partir de Março. Fica na Cidadela de Cascais, mesmo por cima do restaurante Taberna da Praça. É uma livraria num espaço muito cool. Vendem-se livros em segunda mão e não só, e a totalidade dos lucros reverte a favor da Associação dos portadores de trissomia 21. A equipa de voluntários trabalha arduamente para que tudo esteja pronto e recheado de oferta de qualidade. Lá vos esperamos. Apareçam, sim? (#déjàlulivraria #livrariadéjàlu)

Dos dias

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Nunca receei a rotina, na verdade, creio que tenho com ela uma suave relação de estabilidade, compreendemo-nos bem; os silêncios não nos incomodam e a paisagem repetida que se redescobre é para nós um desafio. A rotina é um lugar propício ao tempo porque, quando conhecemos o ritmo dos dias, é mais fácil inventar-lhes as horas que nunca temos; nesse aspecto, a rotina é amiguinha, maleável, cúmplice como um piscar de olho.

Na verdade, gosto de entrar no café de manhã - ainda meia a dormir - e ser recebida com um café cheio e uma miniatura de croissant folhado que não tive de pedir; gosto de me sentar à secretária e saber exactamente onde está tudo no caos organizado que deixei no dia anterior; gosto de saber em que dias da semana janto na casa dos pais ou vou buscar sobrinhos à escola; gosto de me encontrar com amigos em dias certos da semana, ou do mês ou até do ano.

Eu e a rotina somos BFF, o que na linguagem criptada da era do sms, significa best friends, e esta é a única melhor amiga que me permito porque nela cabem todas as outras .

Não é a rotina que me assusta, é sim a repetição rotineira daquilo que nega cada partícula do que eu sou, isso sim, é uma maçada danada, um bocejo, um murro na mesa, um palavrão cabeludo, um motivo de fuga. Isso é que é tramado.

Por isso, a rotina é um caso sério, coisa a pensar para ter em rédea curta e vistas largas, nenhuma rotina assusta quando os olhos vêem longe e o coração avança em frente.

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