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Outro Sentido

Outro Sentido

Lost in Translation

Existem, em quase todas as línguas, palavras que não encontram sinónimo na língua vizinha, palavras que são, por isso, originais, únicas e irrepetíveis, impossíveis de explicar a um estrangeiro sem usar muitas outras. Numa busca destas pérolas, a autora DESTE LIVRO, reuniu-as todas sob uma única capa e acompanhou-as da explicação possível e de ilustrações bem conseguidas. Ora, aqui está um adorável presente de Natal, onde não falta, claro está, a nossa "saudade".

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Voltar às origens

Porque o nosso corpo foi originalmente desenhado para fazer parte de um ecossistema com o qual deviríamos viver, naturalmente, em harmonia. 

Não são balelas para ouvidos alienados e extremistas ou facções espiritualizadas da nossa vivência que nos levem a viver descalços e a cantar mantras enquanto cozinhamos o jantar em fogo de lenha e panela de barro. Não era mau, mas não cheguemos a tanto; pequenos passos, produzem grandes resultados.

Falemos antes de gente do nosso século, que usa os neurónios que lhe sobram ao serviço de sinapses elementares e perguntas fundamentais, como, porque é que anda um quarto do mundo depressivo, outro quarto doente, outro quarto alérgico a alguma coisa e outro quarto obeso? Porque é que é tão complicado alterar este estado de coisas? Porque é que é cada vez mais difícil combater doenças?

Voltemos pois ao desenho genial do corpo humano, minuciosamente concebido para viver no mundo em que foi colocado; não o de hoje, mas aquele outro, o original.

Voltemos àquilo que esse ser humano comia, àquilo que fazia diariamente para obter comida, àquilo com que contactava - ar, terra, água, plantas, animais; uma vez mais, não os de hoje, mas o de então - ar não poluído, terra não contaminada, água limpa, plantas não manipuladas ou não dobradas a litradas de pesticidas, animais não alimentados pelo espaço necessário à cabeça, com toda a sorte de comida artificial e bombeada de hormonas ou químicos.

Voltemos, pois, às origens.

Pensemos um pouco.

Este filme é obrigatório para quem não quer viver de olhos vendados ou com palas - sim, palas -, daquelas que aprendemos a colocar nos animais para eles não olharem para o lado e seguirem em absoluta carneirada às ordens de interesses maiores, os tais que, dizem, fazem girar o mundo.

O filme Origens, é tão obrigatório que estará gratuitamente disponível online durante algum tempo e os seus produtores, acham que a mensagem é tão importante que pedem que o partilhemos, que o divulguemos, que lhe púnhamos os holofotes em cima.

Os paradigmas não são coisa estática e podem mudar, só não vale a pena ficarmos de braços cruzados à espera que o vizinho mude antes de nós.

Eu vi, ouvi e assimilei. Muito do que ali está já faço com consciência de mudança, outro tanto passarei a fazer.

VALE A PENA VOLTAR ÀS ORIGENS.

 

Batman vs Chuckie

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Quando lhe apareço à porta da sala, por volta das 17:30 de cada quinta-feira, encontro-o sempre sentado ao lado da Sara que ele protege e acarinha como a menina dos seus olhos. Às vezes, estão, literalmente, no escurinho do cinema, a partilhar bolachas e a ver filmes (esta semana era a Rapunzel), outras, estão a brincar a qualquer coisa semelhante a uma família, numa misturada de bonecas, carros e peças de jogos. Quando me vê, levanta-se de um salto e dispara a contar as novidades, a falar do desenho que fez ou do dinossauro perdido no fundo da mochila que é imperioso assegurar que segue com ele para casa. Depois, entre o casaco, os recados, o saco, os bonecos e o até amanhã largado à pressa para dentro da sala, lá seguimos rumo ao carro da tia que ele descobre num relance de olhos.

- Agora vamos onde, tia? 

- Agora vamos buscar a mana.

- Àquele sitio onde ficamos à espera?

- Sim, Zé, àquele sítio onde ficamos um bocadinho à espera.

Porque nesse sitio, onde ficamos à espera os dez minutos que demoram até ao final da aula da mana, são os dez minutos em que ele conta tudo e pede fotografias e faz perguntas.

Na quinta feira passada - debaixo de uma monumental carga de água - reclamava que não tinha guarda chuva:

- o Tiago tem guarda chuva, o Phoenix tem guarda chuva, a Sara tem guarda chuva mas eu não tenho guarda chuva, tia!

A tia - já a fazer contas ao dito -, lá diz que é preciso arranjar um guarda chuva ao petiz, mas que tem de ser um guarda chuva estiloso.

- Já sei tia, quero um guarda-chuva do Batman, eles têm um guarda chuva do homem aranha e do cars, mas um guarda chuva do batman é que é fixe.

- Boa, Zé, super cool, um guarda chuva do Batman!

- Eu já não me chamo Zé!

(pausa para assimilar a informação)

- Não te chamas Zé? (tia incrédula)

- Não, eu agora chamo-me Chuckie (tia aterrorizada a visualizar boneco  maléfico sentado na cadeirinha, empunhando faca de lâmina afiada).

- Oh, Zé que horror, Chuckie é horrivel, Zé Maria é um nome tão giro!

- Não é nada horrível, Chuckie é muito mais fixe, agora quando me chamares Zé eu não respondo, só quando disseres Chuckie.

(tia conta até dez)

- Hum, está bem Zé, tu é que sabes.

(silêncio)

- Já sei, vamos fazer um filme, e assim tu podes dizer a toda a gente como é que queres que te chamem e depois a tia manda o filme ao pai, à mãe, à mana, aos avós, às tias ...

(pausa silenciosa para digerir a sugestão)

- Olha tia, vem lá a mana.

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