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Outro Sentido

Outro Sentido

S. Pedro

Dias quentes de Fevereiro, previlégios de viver neste canto à beira mar plantado, a certeza de que, por aqui, qualquer raio de sol faz a gente sair à rua e sentar-se numa esplanada, apanhar umas ondas ou lançar o anzol a ver o que morde. É aproveitar as cores, o quentinho tímido de uma primavera antecipada com fim anunciado. Misturam-se as T-shirts com os blusões de cabedal, as botas, os ténis e as sandálias e levam-se os cães a correr no areal e brincar na rebentação. Os surfistas salpicam a costa e não desistem, aliás, por aqui não desistem nunca, faça sol ou faça chuva. Os casais de namorados procuram refúgio nos cantos escondidos ou gozam o sol a dois, de revista ou livro na mão porque a companhia boa também se faz de silêncio e presença apenas. Famílias inteiras e ruidosas saêm à rua, a estafar a criançada que se anima alegremente a jogar às escondidas, a rolar as trotinetes, as bicicletas, os skates, os patins em linha. Rodam também as imperiais, as coca-colas, as sangrias, brancas ou tintas, tanto faz, desde que venham frescas. Há um cheirinho a dias felizes no ar, uma nostalgia de tempo quente a lembrar toalhas de praia.

[Hoje, Praia de S. Pedro]

Ler a amizade

É surpreendente e reconfortante a sensação de reconhecimento da escrita ou da linguagem de alguém, a familiaridade com a forma de se dizer que nos permite identificar, ainda antes de confirmar, a Autoria de um texto.

Li este excerto maravilhoso sobre a amizade - vão lá, vale a pena - e ao fim de dois parágrafos tive a certeza do Autor, não o fui sequer confirmar na última linha, mas corri as palavras até ao fim na convicção firme de estar a ler Tolentino de Mendonça, alguém que sabe dizer o que nos é mais íntimo com uma beleza e elegância invulgares, abrindo as palavras ao que é Divino sem nunca esquecer o que é humano e, não raro, a divindade de um credo que não é seu.

Admirável!

O Surfista Prateado

Junta-se um fotógrafo de moda e realizador (Jacob Sutton), um snowboarder profissional (William Hughes) e um fato feito à medida pela Flat Cat. O
resultado é a curta-metragem “L.E.D. Surfer”.

Sutton estava habituado ao conforto do estúdio e a satisfazer pedidos de marcas como Hèrmes, Burberry ou The New York Times. Dificilmente imaginaria que iria filmar nos Alpes franceses, às escuras, com neve profunda e com 25 graus negativos. “Gostei do desafio”, disse o realizador nas páginas da Nowness. “Investiguei e vi filmes incríveis da modalidade. Mas todos eles, saltos de penhascos e quedas vertiginosas, filmados em helicópteros. Eu queria que fosse mais emotivo, que fosse uma espécie de surfista prateado”. Desta vez, a única fonte de luz do filme é o próprio William Hughes, atleta vestido dos pés à cabeça (pela Flat Cat productions) com um equipamento experimental, um protótipo revestido a L.E.D e desenhado por John Spatcher.

As filmagens (em duas câmaras RED Epic) duraram quatro noites e foram executadas por James Sweet, operador de câmara habituado a estas andanças — de dia, claro. “Foi a coisa mais surreal que fiz durante vinte anos de snowbording”, confessou William Hughes, da Artec Team. “Estava muito frio durante a noite, mas havia sempre algum vinho tinto para nos aquecer”, comentou.

[Via Público]

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