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Outro Sentido

Outro Sentido

I (also) have a dream

"Tenho o sonho de ligar a televisão num canal português e não mudar imediatamente para o cabo. Sonho com o dia em que sigo um noticiário de vinte minutos do princípio ao fim, fazendo um zapping ligeiro, embora inevitável. Não é um sonho impossível de realizar e parece que noutros países prevalece o admirável bom senso de não estafar o pobre do espectador com blocos de informação de mais de uma hora que incluem reportagens sobre a actividade sexual das pessoas com deficiência ou acerca dos restaurantes que sobrevivem à crise porque estão abertos até às três da manhã. Pergunto se as direcções de programas dos canais portugueses terão dado por garantida a fuga de cérebros do País. Só esta certeza a respeito do nível intelectual do público explica a falta de empenho em cativar quem saiba ler e escrever".

[continua AQUI]

Vaidade e vento que passa

Gosto muito do Livro de Eclesiastes e já o referi aqui mais do que uma vez. Volto a ele continuamente, pela sabedoria que encerra e pela postura que nos coloca ante o que é essêncial nesta vidinha. É dele a citação: "Tudo é vaidade e vento que passa".

 

Vem isto a propósito das declarações do Jornalista José Rodrigues dos Santos acerca da polémica gerada à volta do seu novo livro. Leio o que é dito e concedo-lhe um sorriso benevolente, pois creio que nenhuma outra aproximação é possível, tão óbvia que é a manobra de marketing.

 

Proponho que o assunto seja lido à luz do contexto dessa massa erudita de  filósofos, teólogos, sociólogos, historiadores e toda a sorte de grandes pensadores que, desde há séculos a esta parte, se dedicaram ao estudo da Bíblia e da pessoa de Jesus. Paremos por um instante apenas e pensemos nisso durante um segundo. Depois, com isso em vista, olhemos para a afirmação que o jornalista faz de que se propõe revelar uma qualquer chave de ouro para que os "fiéis descubram a verdade sobre Jesus e a Bíblia".

 

Vaidade?

 

É certo que, num rompante de consciência e após as primeiras declarações, José Rodrigues dos Santos afirma não ter arrombado nenhuma porta pois o seu texto é, ao que parece, a revelação da revelação, alicerçado que está na teoria já revelada  de determinado teólogo mas agora repetida em forma de Romance. Tais palavras seriam quase um vislumbre de humildade se o jornalista não terminasse apelando à "inteligência dos fiéis", a qual ainda não estou certa que não tenha sido isultada com o puxar de galões de uma alegada "verdade" por parte de quem elaborou um enredo em cima de uma isolada teoria interpretativa de um texto - e é disto que estamos a falar - chamando-lhe "verdade"!

 

Não me vou alongar em considerações elementares sobre fé ou o caminho de esclarecimento que qualquer cristão que se preze caminha. Sei também que a Igreja - seja ela Instituição ou comunidade - nada pode temer em relação ao livro publicado. Sei sobretudo que há coisas que não se buscam no intelecto, mas isso, Senhores, já dava toda uma outra conversa.

 

Está também mais do que visto que o Autor fomenta a polémica em causa e que o livro irá ocupar os tops de vendas durante a época Natalícia fazendo correr mais tinta do que certamente merece mas acredito que, passados uns meses - e nada mais do que isso - será apenas vaidade e vento que passa, mais uma lombada nos escaparates dos Romances de ficção, lugar a que, com maior ou menor propriedade, realmente pertence e ao lado de tantos outros, alguns dos quais (há que dizê-lo) li com prazer ficcional.

 

Quero com isto dizer que é claro que se impõe uma tomada de posição mas, uma vez assumida, é deixar correr a aragem e confiar, até porque a confiança em Deus é uma das maiores virtudes de santidade e está alcance de todos.

Na sabedoria de Eclesiastes lê-se ainda: "Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos" e no fim, acreditem, "tanto morre o sábio, como o insensato".

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