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Outro Sentido

Outro Sentido

Os anos loucos

Foi nos anos loucos que crise financeira e social afundou os ânimos em compasso de recessão mas foi também nestes anos que o mundo viu nascer algumas das imagens de moda mais marcantes da história. Ainda hoje ouvia no rádio que não há nada como uma bela crise para fazer saltar a loucura, a fuga como escape, o contraste absoluto. Naquela época vingaram os cabelos curtos, os decotes, os colares compridos, os vestidos soltos, as franjas, os lábios vermelhos, os chapéus redondos, as peles esvoaçantes, os olhos marcados, as costas nuas.

Ora, vivemos hoje tempos em que a crise social e financeira ameaça, uma vez mais, afundar os ânimos mais resistentes e a moda, essa, vira a mesa, volta atrás num flashback evocativo e traz de volta os anos loucos, o glamour dos anos vinte a provocar a recessão que se avizinha, a incongruência visual que se agradece, o insulto, a Lei seca.

[Ralph Lauren]

[Ralph Lauren]

 [Tory Burch]

[Tory Burch]

[Tory Burch]

 

[Gucci]

[Gucci]

(Imagens daqui e daqui)

Excepcional e imperdível.

A peça "Amadeus" estará em cena no Teatro Nacional D. Maria II até 6 de Novembro e é absolutamente imperdível.

Os cenários têm movimento e ambiente de época, as personagens secundárias emprestam o contexto vivo da narrativa e as interpretações, em particular as de de Diogo Infante e Ivo Canelas, são estrondosas. Eu vou repetir, ES-TRON-DO-SAS! Se tudo isto não bastasse, lembro ainda o embalo encantatório da música de Mozart.

No folheto de apresentação pode ler-se: A origem de Amadeus esteve num desejo antigo de celebrar Mozart, mas a peça não é, na verdade, apenas sobre Mozart. É também sobre Salieri. É sobre a natureza do sentido de injustiça de um homem”, afirmou Peter Shaffer, em 1992. Em Amadeus, teatro, música e ficção histórica cruzam-se e são muitos os caminhos abertos pelo ímpeto de vingança de um homem, Antonio Salieri (Diogo Infante), compositor da corte austríaca no século XVIII, em relação a Wolfgang Amadeus Mozart (Ivo Canelas), prova viva de que “a música é a arte de Deus”. A partir da rivalidade que Pushkin criou entre os dois compositores na sua obra Mozart e Sallieri (1831) e que inspirou a versão teatral de Peter Shaffer, Tim Carroll encena o conflito entre a mediocridade virtuosa e o génio fútil.

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