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Outro Sentido

Outro Sentido

"Todas as coisas têm um princípio e um fim"

Não posso mesmo deixar passar em branco, por isso, uma palavra em memória de António Feio, pelo talento, é certo, mas também pela capacidade de atravessar uma vida a sorrir nos piores e nos melhores momentos, conservando sempre um inabalável carinho nacional.

Não é para todos, só para aqueles que conseguem.

Um exemplo traduzido nas próprias palavras. Venham-me cá falar de dramas... yeah right ...

 

Recentemente, na entrega dos Globos de Ouro da SIC, o actor e encenador agradeceu ao país a atenção. E ao pâncreas, pelo proporcionado. O assunto não é para brincadeiras. Mas que há-de ele fazer senão reinar com a situação? "Reinar" é uma expressão sua. [...]

"Se ficar com as calças rasgadas em público, é ridículo, não quero, não gosto; mas eh pá, vou ter de reinar com a situação. Relativizar. Passei a pensar de maneira diferente. Toda a gente se queixa. Ai, ai, ai, ui, ui, ui, e isto e aquilo, e que chatice, e apanhei muito trânsito, e para a semana vou ter de fazer não sei o quê. Talvez precisem de levar com uma coisa assim para abrir a pestana e perceber que não tem importância. Também penso que isto tem alguma lógica...

Todas as coisas têm um princípio e um fim. [...]
Portanto... A partir dos 40 anos, percebi que tudo corre depressa. Se a pessoa não começa a fazer determinadas coisas, nunca as vai fazer. Também tenho a sensação de que não vale a pena ter sonhos difíceis ou impossíveis de concretizar. Não me quero desgastar. Isto é possível fazer?, então, 'bora fazer. Isto não?, então, esquece. Não há condições?, apaga que foi a lápis. Faz o que está ao teu alcance. Essa perspectiva, do fim, não altera a minha vida. O que penso agora é: um dia de cada vez".

[via]

Cool Jazz Fest

Diz que vou ali ao Parque Marechal Carmona ouvir Mr. Solomon Burke muito bem acompanhado por Miss Joss Stone.

Até Jazz

E ouviu-se isto.

Uma fantástica noite de Verão ao som de blues cheios de swing e a companhia de uma amiga de mi corazon.

["Eaaaaasyyyyyy" ;-)]

Bom dia

Ou acordar com a cabeça nas nuvens.

Não é metáfora, é isso mesmo.

 

Vi ontem um filmaço ["Nas Nuvens" é o título em português e pronto está feito o link para as fotos] que me havia escapado nas salas de cinema, um bom argumento assente na ideia das escolhas que se fazem na vida.

 

O que é que queremos retirar da viagem e o que é que levamos na mochila? [sim, agora já há uma metáfora a vir à baila].

Colocamos lá dentro um acervo vital que nos pesa nos ombros ou apenas o necessário "to enjoy the ride"?

Apanhamos o avião, ligeirinhos e levianos e vivemos lá em cima com as luzinhas acesas em cada asa, sedutoras e a piscar ou aterramos em solo firme e procuramos alicerces que nos rendam à companhia e à intimidade?

 

Um voltar às celebres palavras do Kundera:

"

Mas na verdade, será o peso atroz e a leveza bela? O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino.

Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso da realização de uma vida. Quanto mais pesado for, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é.

Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos, tão livres quanto insignificantes.

Que escolher então, o peso ou a leveza?

"

 

É claro que há ainda a hipótese final do filme, não escolher e aceitar apenas o que sai da cartola ou encontrar um "parêntesis", um intervalo pintado de cor-de-rosa, assim como nos sonhos, aqueles que se esfumaçam quando toca o despertador, esses mesmo!

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