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Outro Sentido

Outro Sentido

Rewind

Lembro-me de um boneco destes, dentro da mágica caixa de costura da minha bisavó e da minha Tia Badores com a qual brincava horas a fio, sentada no chão de pernas cruzadas, a cozer bocadinhos de pano coloridos, numa casa em Évora, com a janela aberta em cima da minha cabeça a dar para uma rua estreita de vizinhas próximas.

É tão fácil entreter uma menina de seis anos que gosta de estar calada e rodeada de coisas bonitas ...

RAP - Um Santo ao contrário ...

É um ateu convicto que tem frequentemente dissertado para plateias de crentes e a convite dos mesmos.

Aqui, o anfitrião foi o Padre Tolentino Mendonça, no âmbito do ciclo de "Deus, para crentes e não crentes"!

Foi muito isto que se ouviu no Colégio S. João de Brito aquando do Encontro Fé e Justiça.

Fala-se da morte, de crença, do (fantástico) Livro de Eclesiastes e do seu "tudo é vaidade e vento que passa", do riso e da vida, do riso e da morte.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Miss Cat e o seu violino

Foi dia de ir buscar a sobrinhoca à escola e deixa-la no Conservatório para a aula de violino.

É vê-la sair da aula a correr, com o estojo do violino numa mão e a mochila às costas, não é uma imagem comum!

Pelo caminho, vai contando que o violino não pode apanhar sol e por isso pede para passar para o lado de lá da Rua que vamos à sombra, à saída tapa o violino com um casaco enquanto tia e sobrinha decidem lanchar torradinhas com manteiga na pastelaria mais próxima.

Já em casa, antes de correr para os baloiços no Parque, faz a demonstração com as notas que já aprendeu e os exercício que tem de treinar, de pauta aberta, a dizer que precisa de arranjar um cavalete e lá vai colando os dedinhos com precisão e corrige a postura com o seu violino pequenino.

Dá gosto ver ...

Revoluções

É 25 de Abril, o dia escolhido para ser o Dia Internacional de Consciencialização sobre a Alienação Parental, uma área onde uma profunda revolução se impõe e espera.

É que para quem lida com isto nos dias, é sabido que nesta guerra vê-se de tudo, vale tudo, incluindo usar filhos como balas para atingir o outro, mesmo que isso custe a felicidade, o equilibrio e a formação das crianças.

 

Em Janeiro passado um Acórdão da Relação de Lisboa confirmou uma decisão inédita em que foi retirada uma criança à mãe por se ter provado que esta a afastou deliberadamente da qualquer relação com o pai. Foi um passo, grande, mas há ainda muito caminho a percorrer.

 

O fenómeno é antigo e eu vivo-o diariamente por imposição profissional mas, infelizmente, já convivi com ele bem de perto, dentro da minha família.

 

São histórias que se repetem de mães que manipulam os filhos para odiarem os pais.

Não são filmes, não são romances de cordel, não é ficção científica, não é a história que uma vizinha contou a uma amiga. É a realidade dos dias, de uma percentagem inacreditável de divórcios, algo que atravessa a sociedade e todas as gerações e que se repete com requintes de uma malvadez retorcida, frequentemente, sob a protecção judicial.

Via de regra, a guarda dos menores é confiada às mães que, assim, tudo podem, querem, mandam e fazem.

Sucedem-se os incumprimentos dos regimes de visitas, os impedimentos de ver os filhos na escola, as desculpas para os fins-de-semana com o pai, as "doenças" no dia do pai, as "febres" no dia do aniversário do pai, para já não falar das histórias de abusos que nunca aconteceram ou de actos de violência por parte daqueles que só tocaram num fio de cabelo dos filhos para o alisar com uma festa.

São casos que, com o decorrer do tempo aliado à demora da justiça, levam a outras realidades, como filhos que não falam aos pais, que recusam as visitas destes, os telefonemas, as mensagens, as cartas, tudo o que seja ou venha do pai e que, mais tarde, atingem a maioridade e intentam acções contra os mesmos pais cuja existência ignoraram durante anos e por aí fora.

 

É um mundo medonho, onde tantas vezes me pergunto onde anda o amor de uma mulher pelos filhos para que esta tanto lute para os afastar de um pai à custa das suas próprias feridas, alegando pelo caminho que aquele é (pasme-se) um pai ausente!

 

Do mesmo modo que elas conquistaram um espaço no mercado de trabalho, eles têm vindo a conquista-lo na casa de família e eu já estive numa sala de audiências sentada ao lado de um pai com uma vida profissional intensa que aprendeu a gerir por causa dos filhos e dói vê-lo ali a pedinchar a uma Juiz só mais um dia por semana com os filhos, só mais um para que o lapso de 15 dias não os faça esquecer que ele é pai.

 

Os ventos são de mudança e por isso, esta revolução tem de ser lembrada para que uma outra - de há umas décadas atrás - vá fazendo sentido nos dias de hoje.

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