
e de uma pequena tattoo ...
Lover man, oh, where can you be?
Acordar com a ternura das gravuras do White Deer, todas elas baseadas em fotografias originais.
Para aceder à foto, basta fazer click na ilustração.
"mãe, eu sei que ainda guardas mil estrelas no colo.
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são
todas as estrelas que existem".
José Luís Peixoto


Pois (caf)é, há tardes de sábado que se passam melhores do que outras e há janelas que contam histórias sem fim.
Às vezes a vida é feita de instantes polaroid, como se fosse um album de fotografias repleto de imagens que se cristalizaram num tempo que não será nunca mais. Tenho a sorte de os coleccionar, esses momentos irrepetíveis, com cores, texturas e cheiros próprios e que vão da intimidade à folia mas que passam também pela dor e pela perda, pela ternura, pela amizade, pelo amor ou pela saudade. Tenho até momentos que não passam por coisa nenhuma porque são experimentados a sós, segundos em que a vida me surpreende na subtileza quase imperceptível do balançar dos ramos de um chorão, nos tons outonais de um conjunto de árvores a ladear um parque de estacionamento ou nas camadas de neblina que se vêem fantasmagóricas da janela de um quarto. No meu album de fotografias tenho de tudo, tenho gente, tenho música, tenho animais, tenho cidades, tenho ilhas, tenho campo, tenho deserto, tenho mar sem fim, tenho praias de areia branca e de areia preta, tenho planícies e tenho vulcões, tenho beijos, tenho sorrisos, risos e gargalhadas sonoras, tenho todas as estações do ano, tenho silêncio, tenho lágrimas, tenho pistas de dança, tenho estufas de ananases, tenho praias com nome de beijinhos e tenho beijinhos que dei na praia, tenho quedas aparatosas, tenho vergonhas e sombras, tenho tutus de bailarina, fatos de judo, botas de amazona, ténis de jogging, tenho códigos que estudei e outros que quebrei, tenho palavras únicas, tenho mãos e abraços e de tudo isto tenho ainda muito mais para vir.
Sim, a vida pode ser resumida em instantes polaroid... para mais tarde recordar.

Absoluta falta de dignidade, de elementar educação e civismo. Lamentavelmente, esta postura é apanágio de um homem que representa uma classe e que mais não tem do que sede de visibilidade e protagonismo.
Uma vergonha que está muito longe de ser sinónimo de força e à qual a Sra. Ministra só pode responder com o silêncio e a indiferença de quem se cruzou com uma barata.
indignidade

Vale a pena ouvir aqui o relato "adquirir produtos à bruta". A tragédia, o drama, o horror!

Um momento histórico, mais de mil italianos invadem um criadouro e salvam Beagles de testes!
Não foi meia dúzia de activistas mascarados, foi uma comunidade inteira.
O que aconteceu neste sábado (28/04/12) em Itália mostra que os testes em animais não têm mais espaço nos tempos em que vivemos. Mais de mil pessoas participaram de uma enorme manifestação contra a empresa Green Hill, um criadouro multinacional que 'fabrica' animais para testes em laboratórios em redor do mundo.
À luz do dia, donas de casa e activistas corriam abraçados aos animais
A multidão andou pelas ruas gritando e protestando contra a Green Hill e, quando chegou em frente ao criadouro de cães, simplesmente não parou. As pessoas ignoraram todos os avisos de propriedade privada e continuaram andando, escalando e cortando arame farpado.
Aos poucos, filhotes, fêmeas esperando bebés e cães maiores iam passando de mão em mão para uma nova vida, longe dos horrores dos laboratórios de testes. Homens e mulheres corriam abraçados aos animais enquanto a polícia tentava dispersar a multidão.
Resultado: No fim do dia, 12 pessoas estavam presas e mais de 40 beagles estavam a salvo.
Estima-se que existam mais de 2.500 beagles no criadouro da Green Hill, mas esta açcão deixou bem claro que a sociedade italiana não vai mais tolerar a presença desta empresa que vive da tortura de animais em suas terras."
vamos aos clássicos.

Das coisas difíceis de explicar e mais difíceis ainda de viver, é esta vontade de que Deus esteja nas rotinas dos dias, que Deus faça parte das pequenezas e não apenas das grandezas de cada jornada. A intimidade dessa relação, implica trazê-la connosco a todas as horas e se é difícil fazê-lo numa consciencia dialogante, é também refúgio e fonte de uma estranha fortaleza. Afinal, nesses mesmos dias, Deus é aquele que quer que tenhamos vida e que a tenhamos em abundância.
"Não devemos buscar Deus nas margens da existência ou no fim daquilo que é humano. Deus está presente no coração da vida e nós damos pela sua proximidade com todos os nossos sentidos. Sentimos Deus quando sentimos a vida e, quando amamos deveras nesta terra, amamos o próprio Deus.
Deus está no centro da vida e não nas margens".
in, os beijos não dados, Ermes Ronchi
Lê-se ali no Quarto de mudança:
"Privacidade é o poder de revelar-se selectivamente ao mundo".
Gosto disto!





Que grande Concerto António Zambujo deu ontem à noite na Gulbenkian, o segundo naquela sala cheia para apresentar o Quinto que é o nome do albúm novo.
Muitíssimo bem acompanhado à guitarra portuguesa, clarinetes, cavaquinho e contrabaixo, António Zambujo ofereceu uma noite de músicas com histórias lá dentro, embaladas com a voz melodiosa e doce que lhe saiu na rifa e misturando os sons do fado, do samba e das mornas.
Sou fan do Zambujo há alguns anos. Ouvi-o ple aprimeira vez no Cascais Cool Jazz Fest numa noite em que cantou com o Ivan Lins e fui comprar os Cds que encontrei na manhã do dia seguinte.
Aqui com letra do José Eduardo Agualusa mas aqui também, num flagrante que se fez ouvir precisamente à quinta música e aqui com uma história de enternecer qualquer um.
Este Quinto já cá canta.